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Responsabilidade por contaminação de solo urbano dever de reparação e medidas administrativas
Neste guia você vai encontrar, de forma clara e prática, o que precisa saber sobre legislação, quando é obrigatório reparar, prazos, sanções e as principais medidas administrativas. Você verá como funciona o licenciamento e a fiscalização, como chega uma notificação e quais são as multas e medidas cautelares. Também explico os métodos de remediação do solo, avaliação de risco, custos e prazos, e como se calcula a responsabilidade civil. Por fim, você aprende sobre passivo ambiental nas empresas, compliance, prevenção e como denunciar.
Principais Conclusões
- Identifique a contaminação e Notifique as autoridades
- Repare ou cubra os custos de reparação do solo
- Siga as medidas administrativas e cumpra os prazos
- A responsabilização pode ser civil e administrativa
- Busque orientação técnica e jurídica desde o início
Legislação e dever de reparação
Você precisa entender como funciona a legislação sobre contaminação de solo urbano e o dever de reparação. Este tema envolve regras, responsabilidades e prazos para que a área afetada volte a ter condições seguras. Ao conhecer esses pontos, fica mais fácil agir de forma correta e evitar custos maiores no futuro. Saiba exatamente o que a lei exige e quais medidas administrativas podem ser solicitadas pelas autoridades.
As normas sobre solo urbano definem quem paga pela limpeza, como deve ser a avaliação de danos e quais passos seguir para regularizar a área. Em muitos casos, o processo envolve laudos técnicos, planos de contenção e monitoramento. Entender o básico da lei ajuda no planejamento, no diálogo com órgãos competentes e na organização orçamentária para a reparação. O objetivo é manter a cidade segura e utilizável para todos.
A legislação não é estática; pode mudar com novas evidências científicas e políticas públicas. Acompanhar atualizações e consultar um especialista evita surpresas. Quando você está preparado, a reparação deixa de ser um desafio e se torna um caminho claro para restaurar o solo com responsabilidade, protegendo a comunidade ao redor.
Para entender aplicações específicas da obrigação de reparação, veja exemplos como a responsabilidade por danos ambientais em loteamentos — obrigação de reparação.
Responsabilidade por contaminação de solo urbano dever de reparação e medidas administrativas
Quando ocorre contaminação, a pessoa ou entidade responsável precisa demonstrar o dever de reparar. O ponto-chave é entender quem arcou com a responsabilidade e quais ações administrativas podem ser impostas pelas autoridades. A reparação envolve não apenas limpar, mas também restaurar a função ambiental, social e econômica do solo afetado. Em muitos casos, o governo pode exigir um plano de ação com etapas, prazos e metas.
Medidas administrativas costumam incluir notificações, auditorias, contenção e, se for o caso, a obrigação de financiar a investigação e a limpeza. Você pode precisar apresentar estudos de impacto, mapear áreas de risco e manter registros de progresso. Quanto mais organizado você for, menor a dor de cabeça na hora de cumprir as exigências legais. A transparência facilita a confiança com a comunidade e com os órgãos reguladores.
Quando você é obrigado a reparar
Você é obrigado a reparar quando há evidência de contaminação que afete a saúde pública, o meio ambiente ou o uso adequado do solo urbano. Se o dano foi causado por suas atividades, ou se não for possível provar que terceiros são responsáveis, a lei pode exigir a reparação. Há também obrigação quando há laudos técnicos indicando risco à água subterrânea, ao solo ou ao biossistema local.
A obrigação normalmente envolve diagnóstico inicial, apresentação de um plano de reparação com cronograma e custeio, e implementação das ações de mitigação. Em alguns casos, pode ser exigida a restauração de áreas degradadas ou a compensação ambiental. Não adie: agir rapidamente facilita a aprovação pelas autoridades e reduz custos adicionais.
Prazos e sanções
Os prazos variam conforme a gravidade do dano, o tipo de atividade e as normas locais. Em geral, cumpra as fases de diagnóstico, plano de reparação e implementação dentro dos prazos estabelecidos. Atrasos podem gerar multas, suspensão de atividades ou outras sanções administrativas. Organize-se com um cronograma, responsável por cada etapa e evidências de progresso. A falta de cumprimento pode piorar a situação e aumentar o custo final da reparação.
A expressão responsabilidade por contaminação de solo urbano dever de reparação e medidas administrativas deve constar na documentação para deixar claro quem é responsável e quais medidas estão sendo tomadas. Colete laudos, mapas de área, registros de avaliação e comprovantes de pagamento para facilitar a fiscalização e evitar retrabalho.
Medidas administrativas e fiscalização
As medidas administrativas são ações adotadas pelas autoridades para proteger o meio ambiente e assegurar que terrenos, atividades e resíduos não causem danos. Entender a fiscalização ajuda a manter a conformidade, evitando surpresas. Ela envolve notificações, prazos, multas e ações rápidas para corrigir problemas antes que cresçam.
A fiscalização ambiental verifica o cumprimento das normas, com etapas que vão de cadastramento a inspeção, notificações e, se necessário, sanções. Mantenha registros atualizados, cumpra licenças e tenha evidências para apresentar quando solicitadas. Quando irregularidades são encontradas, as medidas administrativas entram em ação para evitar danos maiores e garantir transparência no processo.
Para facilitar, mantenha comunicação aberta com os órgãos ambientais. Informe mudanças, ajuste procedimentos e peça orientações caso haja dúvidas. Responsabilidade compartilhada fortalece o compromisso com o meio ambiente e reduz riscos para o seu negócio.
Casos de acidentes em obras de manutenção de fachadas costumam acionar medidas administrativas, com horários específicos e multas.
Licenciamento e fiscalização ambiental
O licenciamento ambiental é a linha de chegada para iniciar ou manter atividades com impacto no meio ambiente. Identifique se a sua atividade exige licenciamento, qual tipo (prévio, de instalação, de operação) e quais condicionantes devem ser cumpridas. Com a licença, você tem um guia claro de o que pode fazer, com prazos e metas. O processo, embora possa parecer longo, reduz incertezas e protege contra sanções futuras.
Durante a fiscalização, o órgão compara o que foi aprovado no licenciamento com a prática efetiva. Eles verificam medidas de controle, resíduos, emissões e uso do solo. Divergências geram notificações para correção. Apresente documentação atualizada, justifique mudanças legítimas ou solicite ajustes nas condicionantes. Manter registros, monitorar indicadores e cumprir prazos ajuda a manter a operação estável e dentro da lei.
Quando houver necessidade de regularização, busque entender as alternativas legais, como a regularização de imóvel em área de preservação ambiental — alternativas legais.
Como você recebe uma notificação administrativa
A notificação administrativa informa que algo não está conforme as normas. Ela é entregue por meios eletrônicos ou físicos, com prazo para resposta. Leia com atenção: indique o que está errado, a base legal, o que precisa ser feito e o tempo disponível. Não ignore. Organize a resposta por tópicos e inclua documentos, laudos ou planos de correção. Em alguns casos, é possível negociar prazos ou solicitar esclarecimentos. Se houver dúvida técnica, procure orientação de um profissional ou de um representante legal.
Não deixe a resposta para depois. Explique o que já foi feito, o que será feito e demonstre comprometimento com a correção. Guarde cópias de tudo: e-mails, protocolos, recibos. Você terá um rastro de evidências para o que for necessário no futuro.
Multas e medidas cautelares
As multas são punições financeiras aplicadas por violações, variando conforme a gravidade, o dano potencial e o histórico do infrator. Medidas cautelares podem incluir embargo de área, suspensão de atividade ou planos de recuperação. Conheça as faixas de valores e possibilidades de recurso ou compensação ambiental. Fique atento aos prazos de defesa e aos requisitos para mitigação de danos.
Priorize ações rápidas para reduzir impactos. Mesmo com recurso, implemente as medidas de correção para demonstrar boa-fé e reduzir o peso da sanção. Muitas vezes, a recuperação ambiental exige investimentos, mas evita custos maiores no longo prazo. O objetivo é restabelecer a conformidade e manter o negócio funcionando com responsabilidade.
Remediação técnica do solo
A remediação técnica do solo é o passo a passo para reduzir ou eliminar riscos. Comece avaliando o tipo de contaminante, a profundidade e a forma como ele migra no solo. Com esses dados, escolha técnicas como remoção física ou tratamento in situ para tornar o local seguro novamente. Mantenha registros claros de cada etapa; a decisão de prosseguir depende do estado do solo e dos padrões locais. Especialistas em solo e autoridades podem orientar sobre as melhores opções.
A escolha da técnica leva em conta a concentração, a área afetada e a possibilidade de contaminação de água subterrânea. Em muitos casos, a remediação envolve contenção, neutralização, monitoramento e restauração do uso do terreno. É comum combinar métodos para reduzir custos e tempo, sempre com foco na redução de riscos para a população e o ambiente. A comunicação com a comunidade também é parte do processo, pois a confiança depende de transparência sobre o que está sendo feito e por quê.
Ao final, confirme que o solo atende aos padrões de segurança, por meio de amostragens, análises laboratoriais e comparação com critérios regulamentares. O resultado positivo permite o aproveitamento do solo para construção, agricultura ou áreas públicas. Se houver falhas, ajuste o plano ou implemente novas intervenções. Encare isso como oportunidade de demonstrar que você prioriza a saúde pública e o meio ambiente.
Métodos de remediação de solo contaminado
- Remoção física: extrair o solo contaminado e tratá-lo ou descartá-lo com segurança. Planeje logística, transporte e descarte para evitar impactos locais. Em muitos casos, a remoção é acompanhada pela substituição de solo e restauração da área.
- Tratamento in situ: trata-se o solo no local, injetando oxigênio, calor ou produtos químicos para degradar contaminantes. Pode reduzir custos de transporte e ser mais rápido em áreas extensas, mas requer controle para evitar impactos na água subterrânea.
- Técnicas de estabilização ou solidificação: tornam os contaminantes menos móveis e perigosos, úteis quando o solo não pode ser removido imediatamente. Não removem o contaminante por completo, apenas reduzem o risco.
A decisão entre métodos depende do tipo de contaminante, da geologia local e da infraestrutura disponível. Em todas as opções, mantenha planos de contingência e auditorias para gerenciar riscos.
Avaliação e monitoramento de risco
- Levantamento de riscos para áreas com maior probabilidade de problemas
- Monitoramento contínuo com sensores, amostragens e análises laboratoriais
- Dados que demonstrem redução da exposição humana e ambiental
O monitoramento também serve para reajustar ações futuras. Se a contaminação avança ou resiste ao tratamento, replaneje com novas técnicas ou maior volume de tratamento. Mantenha documentação organizada para facilitar a prestação de contas com autoridades e comunidade. A responsabilidade por contaminação de solo urbano dever de reparação e medidas administrativas deve guiar as decisões, assegurando transparência.
- Lista de verificação de monitoramento:
- Frequência de amostragem definida
- Métodos de análise compatíveis com padrões locais
- Registro de variações sazonais e ambientais
- Planos de resposta rápida para novos achados
Custos e prazos de remediação
Calcule os custos totais desde o início: amostragem, transporte, tratamento, descarte, mão de obra, fiscalização e repercussões legais. O tempo varia conforme técnica, área e geologia. Financiamento, licenças e monitoramento podem criar barreiras. Um cronograma realista ajuda a gerenciar expectativas e manter o projeto no rumo.
| Fase | Descrição | Prazo típico | Observação |
|---|---|---|---|
| Avaliação inicial | Identificação de contaminantes e área afetada | 1–3 meses | Base para escolha de técnica |
| Implementação | Execução da(s) técnica(s) escolhida(s) | 3–12 meses | Pode se estender conforme a área |
| Monitoramento | Acompanhamento de resultados | 6–36 meses | Essencial para validação |
Responsabilidade civil e apuração de danos
A responsabilidade civil envolve quem causou danos e precisa reparar o prejuízo. Pode haver responsabilidade civil objetiva ou subjetiva. Em muitos cenários urbanos, recai sobre quem exerce atividades com substâncias tóxicas, descarte inadequado de resíduos ou falhas de gestão ambiental. Outros podem ter responsabilidade solidária ou subsidiária, se houve falha de controle ou fiscalização.
Danos considerados: prejuízos à infraestrutura, desvalorização de imóveis, impactos à saúde e custos de remediação. A lei costuma exigir indicação do que está pleiteado, com laudos, relatórios técnicos e orçamentos. Autoridades podem exigir ações administrativas para conter a contaminação antes da esfera judicial, influenciando prazos e valores. Em alguns casos, a responsabilidade pode ser compartilhada entre empresas, responsáveis técnicos e poder público. Mantenha a cadeia de responsabilidade clara: origem da poluição, continuidade do dano e medidas de mitigação já adotadas.
Como se calcula o dever de reparação
O cálculo envolve três componentes: dano material, dano moral e custos de remediação. O dano material abrange perdas com imóveis, uso do solo e desapropriações. O dano moral refere-se a abalos à qualidade de vida, bem-estar ou saúde. A remediação cobre o custo de limpar o solo e evitar recorrência. Use laudos técnicos, orçamentos de empresas especializadas e documentos de impacto ambiental para fundamentar o valor.
Fórmula prática: soma do dano direto (material) danos indiretos (valor de uso do solo, desvalorização imobiliária, custos com saúde) custos de remediação. Ajuste por atenuantes ou agravantes (negligência, reincidência, cooperação do poluidor). Apresente estimativas conservadoras e projeções de custos futuros para evitar subavaliação. Esteja preparado para renegociar percentuais ou prazos com base em novas provas ou no andamento de ações administrativas. O dever de reparação é compensatório, buscando restaurar o estado anterior do solo e a qualidade de vida das pessoas atingidas.
Ações judiciais e provas
Se a reparação não ocorrer administrativamente, a esfera judicial pode ser acionada. Guarde documentos: laudos técnicos, imagens de antes/depois, contratos de remediação, perícias, notas fiscais e atestados de saúde. Provas devem demonstrar nexo causal entre a poluição e o dano. Mapeie a cadeia de responsabilidade: fonte da poluição, quem tinha obrigação de controlar, quem sofreu o dano e quais medidas foram tomadas.
Em ações judiciais, a vítima precisa provar três elementos: dano, nexo causal e culpa ou responsabilidade do poluidor. Às vezes, a responsabilidade é objetiva: basta demonstrar poluição e dano sem provar culpa direta, principalmente quando a atividade envolve risco. Documentação de remediação e monitoramento é essencial para demonstrar o custo da reparação. Se houver demora, peça juros e correção monetária para manter o poder de compra.
Você pode considerar ações administrativas paralelas, que costumam acelerar a contenção. Organize o dossiê de provas de forma cronológica, com datas, responsáveis e resultados previstos ou obtidos. Mantenha comunicação clara com o seu advogado para evitar lacunas que enfraqueçam a reivindicação.
Passivo ambiental e compliance empresarial
Você enfrenta dois grandes desafios: cuidar do meio ambiente e manter a empresa em conformidade. O passivo ambiental envolve tudo o que a empresa tem a pagar ou resolver por impactos ambientais. O compliance empresarial reúne políticas, controles e procedimentos para cumprir leis, normas e boas práticas. Unindo ambos, o negócio reduz riscos, evita multas e fortalece a reputação. Pense nisso como um guia para não deixar questões ambientais virarem surpresas.
Ao longo do tempo, incidentes ambientais podem ocorrer por falhas operacionais, processos mal desenhados ou pela passagem do tempo sem correção. Mapear fontes de emissão, resíduos gerados, uso de água e energia ajuda a prever impactos. A conformidade precisa estar integrada ao dia a dia, com responsabilidades claras, treinamentos e monitoramento. O objetivo é prever custos e ações antes que a situação se agrave, mantendo a empresa segura e sustentável.
Para chegar lá, alinhe estratégia, governança e operação. Rotinas simples ajudam a identificar, medir e controlar impactos ambientais, mantendo a empresa em dia com exigências legais. Investir em compliance não é apenas evitar problemas; é fortalecer a confiança de clientes, fornecedores e investidores — vantagem competitiva.
Passivo ambiental empresarial
O passivo ambiental empresarial envolve dívidas, multas, sanções e obrigações que surgem de danos ou riscos ao meio ambiente. Não basta olhar para o passado; é essencial prever custos de recuperação, estabelecer prazos de regularização e considerar impactos indiretos como contaminação de solo, degradação de recursos hídricos ou emissões. Documentar tudo facilita a tomada de decisões rápidas e o planejamento financeiro.
Para gerenciar bem esse passivo, mantenha um inventário atualizado de ativos, riscos e obrigações legais. A comunicação interna entre equipes técnicas, compliance, finanças e jurídico é vital para manter tudo sob controle e agir rapidamente quando surgem questões ambientais.
Responsabilidade administrativa ambiental na empresa
A responsabilidade administrativa ambiental aponta quem é responsável por cumprir as normas e como agir quando algo falha. Defina responsabilidades claras com pessoas e setores envolvidos na gestão ambiental. Controle interno, checklists de conformidade, treinamentos e auditorias internas ajudam a justificar decisões, evitar sanções e demonstrar boa-fé diante dos órgãos reguladores. A fiscalização costuma ser mais eficaz quando há processos bem estruturados e responsabilidades definidas.
Planos de gestão e auditoria
Planos de gestão conectam operações ao compliance ambiental. Eles descrevem metas, indicadores, ações e prazos, definindo quem é responsável por cada etapa e quais recursos serão usados. Auditorias, internas ou externas, ajudam a confirmar o funcionamento dos controles e indicar melhorias. Pense nelas como ferramentas de melhoria contínua para reduzir surpresas e fortalecer a reputação com clientes e autoridades.
- Dica prática: mantenha um calendário de auditorias com datas, responsáveis e ações corretivas.
| Elemento | O que você faz | Benefícios |
|---|---|---|
| Inventário de passivos | Liste danos, custos esperados e responsáveis | Clareza financeira e operacional |
| Controles internos | Checklists, treinamentos e registros | Reduz falhas e aumenta conformidade |
| Ações corretivas | Planos com prazos e responsáveis | Recuperação eficaz e prestação de contas |
| Auditorias | Internas e externas periódicas | Melhoria contínua e credibilidade |
Ao final, revise planos a cada ciclo, incorpore novas leis e feedback de equipes. Com esse loop, você reduz custos inesperados, evita multas e demonstra responsabilidade ambiental ativa. Em resumo: planejamento firme, execução disciplinada e auditoria constante criam base sólida para o seu negócio prosperar com responsabilidade.
Para reduzir riscos contratuais, considere incluir cláusulas ambientais em contratos de compra e venda — elaboração e mitigação de riscos.
Prevenção e direitos de cidadãos
Você pode atuar ativamente para evitar contaminação do solo e defender seus direitos. A prevenção começa com informações claras sobre onde você mora e quais atividades podem impactar o solo. Entender seus direitos facilita cobrar reparação quando algo não está certo. Pense no solo como patrimônio que sustenta água, plantas e qualidade de vida — cuidar dele é cuidar de casa.
A seção aborda três temas: prevenção e gestão de contaminação, obrigação de reparação de danos ambientais e como denunciar. Cada parte traz ações simples para manter o solo mais responsável e seguro para você, a comunidade e as futuras gerações.
Para começar, reúna informações locais, consulte órgãos públicos e peça clareza sobre licenças, obras e destinação de resíduos. Seu engajamento pode acelerar soluções e tornar a cidade mais resistente a problemas no solo.
Prevenção e gestão de contaminação do solo
- Adote hábitos diários responsáveis: trate resíduos com cuidado, separe materiais e utilize serviços de coleta seletiva.
- Esteja atento a obras próximas de áreas sensíveis e registre sinais de alerta (odor, manchas).
- Registre ocorrências e procure orientação técnica quando necessário.
- A prevenção depende de você e de seus vizinhos; ações coletivas fortalecem a proteção do solo urbano.
Gestão de contaminação envolve monitoramento adequado e resposta rápida. Peça informações sobre planos de contingência, registre queixas e exija acompanhamento de medidas administrativas. Mapear áreas degradadas ajuda a entender o que circunda sua casa. Você tem o direito de exigir transparência e ações concretas.
Para colocar em prática hoje, crie um checklist local: licenças de construção, manejo de resíduos, áreas de proteção próximas e registro de incidentes. A participação contínua de moradores atua como freio de proteção contra problemas maiores.
Obrigação de reparação de danos ambientais
Se a contaminação já ocorreu, o dever de reparação recai sobre quem causou o dano. Peça avaliação independente, transparência sobre custos e prazos. A reparação pode envolver ações técnicas, compensações e medidas administrativas para prevenir novas ocorrências. Não aceite danos sem resposta; busque informações claras.
A reparação pode exigir ações coletivas quando a área é grande ou compartilhada. Informe-se sobre como ingressar em processos ou acordos com o responsável pela poluição. Documente tudo: fotos, laudos e comunicados oficiais fortalecem a trajetória de reparação.
Mantenha linha direta com a prefeitura ou órgão ambiental local para solicitar relatório de impacto ambiental, prazos e etapas da recuperação. A responsabilização correta faz parte do direito de morar em ambiente saudável.
Como denunciar
Para denunciar, utilize canais oficiais da cidade ou estado: ouvidorias, ministérios públicos e órgãos ambientais. Descreva o que observa, indique local, datas e evidências. Anexe fotos, vídeos ou documentos que comprovem a situação. Peça protocolo e acompanhe o andamento.
Leve a denúncia a pontos de atendimento público ou plataformas digitais oficiais para respostas rápidas. Se necessário, peça assessoramento técnico para interpretar laudos. Mantenha uma linha de comunicação clara com as autoridades para não perder prazos e para que as medidas cabíveis sejam tomadas com urgência.
Conclusão
A contaminação de solo urbano requer ação rápida aliada a planejamento cuidadoso. Identifique a contaminação, notifique as autoridades e, principalmente, repare o solo ou custeie a reparação dentro dos prazos e das medidas administrativas aplicáveis. A legislação, o licenciamento e a fiscalização são vitais para evitar surpresas.
O caminho é combinar remediação técnica com avaliação de risco, documentar tudo e alinhar as ações da organização com compliance e governança ambiental. O passivo ambiental não é apenas custo; é responsabilidade que pode se transformar em vantagem competitiva quando investimos em controles, treinamentos e transparência. Agir com transparência, manter registros atualizados e buscar orientação técnica e jurídica desde o início ajuda a reduzir prazos, custos e impactos à comunidade.
A prevenção é essencial: pratique hábitos responsáveis, incentive a participação cidadã e esteja pronto para denunciar irregularidades. Ao combinar prevenção, reparação eficaz e conformidade regulatória, você protege a saúde pública, preserva o meio ambiente e assegura a continuidade do seu negócio em harmonia com a cidade onde atua.
Perguntas frequentes
1) Quem pode ser responsabilizado pela contaminação de solo urbano?
- Você ou sua empresa podem ser responsáveis. Existem formas de responsabilização civil e administrativa. Responsabilidade por contaminação de solo urbano dever de reparação e medidas administrativas.
2) Qual é o dever de reparação que recai sobre você ou sua empresa?
- Reparar o dano e pagar os custos de limpeza, incluindo remediação e indenização. Responsabilidade por contaminação de solo urbano dever de reparação e medidas administrativas.
3) Que medidas administrativas podem atingir você ou sua empresa?
- Multas, obrigações de limpeza e interdições são comuns. Agentes ambientais podem exigir planos de ação. Responsabilidade por contaminação de solo urbano dever de reparação e medidas administrativas.
4) O que você deve fazer ao descobrir contaminação no seu terreno?
- Avisar o órgão ambiental, interromper ações que agravem o risco, contratar técnicos e documentar tudo. Responsabilidade por contaminação de solo urbano dever de reparação e medidas administrativas.
5) Quais provas são necessárias para se defender ou exigir reparação?
- Laudos, relatórios técnicos, fotos e notas fiscais ajudam. Guarde contatos e comunicações oficiais. Responsabilidade por contaminação de solo urbano dever de reparação e medidas administrativas.
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